Couro, barro e palha revelam a tradição do artesanato feirense e movimentam o mercado de presentes

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Em Feira de Santana, o artesanato regional transforma matérias-primas como couro, barro e palha em peças que carregam técnicas tradicionais e referências da cultura baiana. Para quem procura presentes com identidade local, o Mercado de Arte Popular (MAP), no centro da cidade, é um dos endereços mais conhecidos para encontrar objetos produzidos por artesãos da região.

Instalado no antigo prédio do Mercado Municipal, inaugurado em 1915, o MAP integra a história comercial de Feira de Santana. O espaço, que passou a abrigar atividades ligadas à produção artesanal, reúne vendedores de artigos que vão de peças decorativas a acessórios, utensílios e objetos confeccionados com materiais naturais. A variedade acompanha uma tradição associada ao trabalho manual e à circulação de mercadorias entre Feira e outros municípios baianos.

Entre as opções para presentear estão bolsas, chapéus, acessórios de couro, peças de cerâmica e barro, além de cestos e objetos trançados em palha. A escolha também permite conhecer diferentes técnicas de produção, com artigos que variam em tamanho, acabamento e preço. Para além do uso decorativo, esses produtos fazem parte de uma cadeia de trabalho que mantém artesãos e comerciantes ligados à economia criativa regional.

O Mercado de Arte Popular, localizado na Praça João Pedreira, é uma referência para quem deseja percorrer diferentes bancas em um mesmo endereço. A oferta, porém, não se limita ao MAP. Feiras de artesanato, lojas de produtos regionais e outros pontos de venda da cidade também podem comercializar peças semelhantes, ampliando as possibilidades de compra conforme o tipo de produto procurado.

Na cerâmica, uma das técnicas tradicionais é o acordelado, em que o artesão prepara rolos de barro e os sobrepõe para construir as paredes de vasos, potes e esculturas. As camadas são pressionadas e alisadas até formar uma superfície contínua. Depois da modelagem, a peça precisa passar pela secagem e pela queima adequada para ganhar resistência. Pinturas e outros acabamentos podem acrescentar detalhes ao resultado final.

O trabalho com a palha depende do preparo das fibras e da maneira como são cruzadas. No trançado, tiras passam alternadamente por cima e por baixo umas das outras, formando estruturas que podem dar origem a cestos, esteiras, peneiras, abanos e bolsas. A largura das fibras e a repetição dos cruzamentos influenciam o desenho e a firmeza do objeto.

Já no couro, o processo começa pela escolha e pelo corte do material conforme o molde. As partes são unidas por costuras, que podem ser feitas manualmente com agulhas e linha resistente, e recebem acabamentos nas bordas. A fabricação de selas e outros equipamentos também integra essa tradição artesanal.

Foto – Valdenir Lima

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