A campanha Outubro Rosa reforça, durante todo o mês de outubro, a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento do câncer de mama. Em 2026, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca o tema “A vida nos une. O cuidado nos move”, com ações voltadas à conscientização e à ampliação do atendimento. Em meio à mobilização, esclarecer informações falsas que circulam nas redes sociais também é parte do cuidado.
Um dos mitos mais conhecidos é que o uso de desodorantes antitranspirantes pode provocar câncer de mama. A hipótese, associada principalmente à presença de alumínio em algumas fórmulas, não encontra comprovação científica consistente. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI) informa que os estudos disponíveis não demonstram uma relação causal entre esses produtos e a doença. A Sociedade Americana do Câncer também aponta que as pesquisas não sustentam essa associação.
Outra crença sem respaldo científico é a de que usar sutiã apertado aumenta o risco de desenvolver tumores mamários. A Sociedade Americana do Câncer esclarece que não há evidências científicas ou clínicas de que o uso de sutiãs altere esse risco. O esclarecimento ajuda a direcionar a atenção para fatores efetivamente associados à doença, como o envelhecimento, o histórico familiar, determinadas condições hormonais e o consumo de bebidas alcoólicas.
Outro mito é acreditar que apenas mulheres com casos de câncer de mama na família podem desenvolver a doença. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) esclarece que a maioria dos casos ocorre em mulheres sem histórico familiar conhecido. Embora parentes de primeiro grau diagnosticados com a doença possam representar um fator de risco, a ausência desses antecedentes não elimina a possibilidade de desenvolver o tumor.
Entre as informações que merecem ser conhecidas está o fato de que nem todo nódulo na mama é câncer. Segundo orientação divulgada pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, vinculado à rede Ebserh, muitos nódulos são benignos, especialmente entre mulheres mais jovens. Isso não significa que alterações possam ser ignoradas. A avaliação profissional é necessária para identificar a causa e determinar se há necessidade de exames complementares.
Também é verdade que o diagnóstico precoce melhora as perspectivas de tratamento. O Ministério da Saúde destaca que, de modo geral, o prognóstico é mais favorável quando a doença é identificada e tratada antes de atingir estágios avançados. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) reforça a importância do reconhecimento dos sinais suspeitos e do acesso rápido aos serviços de saúde para investigação.
Entre as verdades que ajudam a ampliar a conscientização está o fato de que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também está associada à redução do risco. Essas medidas não impedem todos os casos, mas contribuem para diminuir a probabilidade de desenvolvimento da doença.
A campanha Outubro Rosa é um convite para transformar informação em cuidado. A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento, e as recomendações brasileiras atualizadas em 2025 priorizam mulheres de 50 a 74 anos, com periodicidade bienal, sem excluir a avaliação individual de outras faixas etárias. Nódulos persistentes, alterações na pele ou no formato da mama e saída espontânea de sangue pelo mamilo devem ser investigados. A orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliar o histórico pessoal, esclarecer dúvidas e definir os cuidados adequados.
Foto – Reprodução/Redes Sociais

















