Protetor solar no dia a dia: dermatologista tira dúvidas sobre o uso do produto

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A exposição solar faz parte da nossa rotina, mas os seus impactos vão muito além da estética. Em cidades ensolaradas, proteger a pele adequadamente é uma medida fundamental de saúde preventiva. Para tirar todas as dúvidas sobre o assunto, conversamos com o médico dermatologista Dr. Leonardo Cesar, que explica tudo sobre a escolha, a quantidade e os cuidados essenciais com o protetor solar. Confira:

  1. Em cidades como Feira de Santana, onde o calor e a exposição solar fazem parte da rotina, quais são os principais riscos de não usar protetor solar diariamente?

“Então, em uma cidade como Feira de Santana, é importante a gente entender que a proteção solar não é apenas uma questão estética, né? Mas é uma questão fundamental de saúde. Porque a exposição à radiação ultravioleta, ela, especialmente quando a pessoa sai muito ao sol, trabalha ao sol, sem a proteção adequada, aumenta muito o risco de câncer da pele, acelera o envelhecimento da pele, o surgimento de manchas. O efeito da radiação do sol na pele é um efeito acumulativo. Então a pessoa não vai ter problemas agora, mas no futuro pode ter uma chance maior.”

  1. Na hora de escolher um protetor solar, o que realmente significa o número do FPS?

“Bem, o FPS significa fator de proteção solar e indica, principalmente, o nível de proteção contra a radiação UVB. O UVB é uma radiação que está mais forte a partir das 9 horas e vai aumentando e diminui a partir das 16 horas. Essa radiação está implicada principalmente com queimaduras de pele. Então, por exemplo, um FPS 50, ele bloqueia 98% da radiação ultravioleta. São duas questões ideais: é você escolher um fator que que bloqueie a maior parte da radiação ultravioleta e você colocar a quantidade necessária e reaplicar, a depender se a pessoa fica mais no sol durante o dia ou não.”

  1. Qual é a quantidade ideal de protetor solar para o rosto e para o corpo? Existe alguma maneira simples de medir a dose correta sem desperdiçar produto?

“De uma maneira prática, para o rosto e pescoço, usa-se uma colher de chá. Você deve aplicar uma quantidade generosa do produto. Então, para o rosto e pescoço, uma colher de chá é o suficiente. Para o corpo, vai depender da exposição. Então, se a pessoa só está com os braços expostos, é uma quantidade; se a pessoa está de sunga ou de biquíni na praia, é uma quantidade maior. Uma regra geral, é você colocar uma quantidade generosa, de maneira uniforme e que cubra toda a pele. Especialmente sem esquecer dos detalhes, como as orelhas, o dorso das mãos, o dorso dos pés, o pescoço.”

  1. Maquiagens, hidratantes e outros cosméticos com FPS podem substituir o protetor solar tradicional? Como organizar a aplicação desses produtos na rotina de cuidados com a pele?

“Produtos cosméticos podem sim, se eles tiverem FPS, contribuir para a fotoproteção, desde que ofereçam uma proteção adequada contra os raios UVA e UVB. Um hidratante com FPS 50, por exemplo, pode funcionar como protetor solar principal, desde que ele tenha um amplo espectro UVA e UVB. De uma maneira geral, para garantir, você pode usar um protetor solar normal e acrescentar a base ou a maquiagem por cima.”

  1. Quais são os erros mais frequentes que os pacientes cometem ao usar protetor solar e que podem comprometer a proteção?

“Existem três erros mais comuns que as pessoas cometem. Primeiro é aplicar uma quantidade insuficiente. A quantidade deve ser generosa, uma colher de chá para rosto e pescoço, e nas outras áreas aplicar de uma forma generosa e homogênea que cubra todo restante da pele. O segundo erro que pode acontecer é esquecer as áreas expostas ao sol, esquecer de usar o protetor, por exemplo, as orelhas, o dorso das mãos, o colo. E o terceiro erro é não reaplicar o produto no tempo correto. Uma pessoa de que sai muito no sol, está muito exposta, precisa aplicar a cada duas horas.”

  1. Quais são os efeitos da exposição solar acumulada ao longo dos anos e até que ponto é possível evitar esses danos?

“A exposição solar acumulada. Principalmente o efeito acumulativo da radiação ultravioleta que pode causar alteração do DNA da célula da pele e isso, a longo prazo, vai ocorrendo alterações progressivas como o envelhecimento, pele mais flácida, com tendência a manchas. Lesões podem vir a aparecer mais cedo, lesões que podem virar câncer de pele. E a principal medida para evitar esses efeitos do sol na pele a médio e longo prazo, é uma proteção solar adequada de forma consistente. Se você é trabalhador que sai muito no sol, se você se expõe muito ao sol, você deve usar o protetor solar com consistência, com todas essas medidas que a gente falou aqui no dia a dia, aí sim você vai evitar os danos no futuro.”

Foto – Arquivo pessoal

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