Maio Roxo reforça alerta sobre doenças inflamatórias intestinais

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Maio chegou e trouxe com ele a campanha Maio Roxo propagando a conscientização sobre doenças que, muitas vezes, permanecem invisíveis aos olhos, mas impactam profundamente a qualidade de vida de milhares de pessoas. A campanha é dedicada principalmente às doenças inflamatórias intestinais (DII), como a Doença de Crohn, uma condição inflamatória crônica que afeta o sistema gastrointestinal e impacta diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

Sintomas como inchaço abdominal, dores frequentes, alterações no funcionamento do intestino, presença de sangue nas fezes e cansaço constante são sinais de alerta e não devem ser negligenciados. O acompanhamento com um especialista é essencial para investigar as causas, confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais especializado. O médico coloproctologista, Dr. Ricardo Torres, relata que a demora do diagnóstico ocorre após alguns dos sintomas das doenças inflamatórias serem confundido com outras patologias mais simples, dificultando uma intervenção adequada.

“O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais depende de exames endoscópicos, especialmente da colonoscopia com biópsia, responsável por confirmar a doença. Muitas vezes, a demora no diagnóstico acontece porque os sintomas podem ser confundidos com problemas mais simples e também pela resistência de alguns pacientes em realizar a colonoscopia, apesar de ser um exame seguro e essencial para o fechamento do quadro clínico”, explica o médico Ricardo Torres.

Dr. Ricardo Torres – Foto: Divulgação

O especialista reforça que, quanto mais rápido o diagnóstico for feito e o acompanhamento iniciado, maiores são as chances de controlar a doença e evitar complicações. Ele alerta que as doenças inflamatórias intestinais são graves e não devem ter os sintomas negligenciados, já que o tempo é um fator fundamental para o sucesso do tratamento.

“Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controle da doença por meio do tratamento clínico, reduzindo o risco de sequelas que podem acompanhar o paciente por toda a vida. Em casos mais graves, quando há complicações ou falta de resposta ao tratamento, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. O tempo é um fator decisivo para minimizar os impactos da doença e permitir que o paciente mantenha uma rotina normal mesmo após o diagnóstico”, destaca o médico.

Rose Silva é artesã e foi diagnosticada com Doença de Crohn aos 48 anos, após uma trajetória marcada por sintomas silenciosos e um episódio grave de obstrução intestinal, a paciente enfrentou desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Hoje, aos 64 anos, com a doença controlada e uma rotina adaptada, ela compartilha a própria experiência como forma de conscientizar sobre a importância do acompanhamento médico, da alimentação adequada e do cuidado contínuo com a saúde intestinal.

Rose Silva – Foto: Divulgação

“Os primeiros anos foram difíceis, com muitas idas ao hospital até ajustar o tratamento. O diagnóstico de Doença de Crohn veio depois, já que em Feira não havia especialista, e precisei buscar acompanhamento em Salvador. No começo, a rotina era limitada pelo medo de não conseguir chegar ao banheiro a tempo. Hoje com 64 anos, tenho tratamento, acompanhamento médico e nutricional, além de exercícios físicos e levo uma vida quase normal, apenas com algumas restrições alimentares”, relata Rose Silva.

Além do acompanhamento médico, a alimentação tem papel fundamental no controle dos sintomas e na resposta ao tratamento, influenciando diretamente o funcionamento do intestino e o nível de inflamação do organismo. A orientação de um nutricionista é essencial para adequar o plano alimentar às necessidades de cada caso e garantir uma melhor evolução do quadro clínico.

“Alimentos ultraprocessados muito presentes na rotina, como pães industrializados, biscoitos, refeições prontas, além de margarina e achocolatados, podem prejudicar a saúde intestinal sem que muitas pessoas percebam. Quando o intestino não funciona bem, surgem sinais como constipação ou diarreia, gases e dor abdominal, geralmente ligados à má alimentação ou ao crescimento excessivo de microrganismos prejudiciais. O acompanhamento nutricional é fundamental, especialmente nos casos de doenças inflamatórias intestinais, pois ajuda a controlar a inflamação, corrigir deficiências de vitaminas e minerais e evitar o agravamento do quadro”, explica a nutricionista Larissa Santiago.

Nutricionista Larissa Santiago – Foto: Divulgação

Em meio aos desafios impostos pelas doenças inflamatórias intestinais, a conscientização do Maio Roxo segue como uma das principais ferramentas para reduzir os impactos causados pela demora no diagnóstico e pela falta de informação. Mais do que tratar os sintomas, o cuidado contínuo permite que pacientes convivam com a condição de forma mais segura, evitando complicações e garantindo um tratamento adequado desde os primeiros sinais.

Por – Dafne Santiago

Crédito da foto: Freepik

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Não perca nenhuma notícia importante. Inscreva-se na nossa newsletter.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *