Obra de Daniel Sal, “Carranca” (2026) conquista cinema nacional com prêmio de Melhor Ator para Tom Nascimento

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“Fazer cinema no interior da Bahia é atravessar resistências e afetos”; é com essas palavras que o cineasta, diretor e roteirista, Daniel Sal (@odanielsal) tem conquistado louros que, de fato, atravessam as barreiras da Princesa do Sertão.

Levar o cinema produzido, assinado ou ambientado em FSA é um desafio que atravessa gerações. Desde a repercussão de Olney São Paulo na década de 50, através da película “Um crime na rua” (1955), que os ‘limites’ do município no cinema nacional é palco de debates. Mesmo sendo natural de Riachão do Jacuípe, Olney escolheu a Cidade Princesa como palco de um dos seus primeiros passos na vocação de cineasta.

E quem diria que, após sete décadas, um novo expoente do cinema assinado e ambientado na vibrante Feira de Santana conquistaria os holofotes, logo após sua estreia na 13ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, em Pernambuco, durante a Mostra Brasil.

Foto: Divulgação

Durante os quinze minutos do curta-metragem “Carranca” (2026), que assina a magnitude de Daniel Silva Sales no roteiro criativo, o público é apresentado à figura de Vado, um homem negro de 50 anos interpretado com distinção por Tom Nascimento (@tomnascimentto), redescobrindo medos, fragilidades e paixões após um diagnóstico neurológico.

Não demorou para que a performance de Tom Nascimento lhe rendesse o prêmio de Melhor Ator, ovacionado pelo público presente. Nas redes sociais, ambos comemoraram a vitória — feito que consolidou um passo a mais no universo cinematográfico feirense.

“Que alegria ver Carranca, curta-metragem dirigido por Daniel Sal, brilhar logo em sua primeira competição no 13º Festival de Cinema de Caruaru. A emoção tomou conta da noite quando Tom Nascimento recebeu o prêmio de Melhor Ator, um reconhecimento que não celebra apenas sua entrega em cena, mas também coloca o cinema feirense em evidência, mostrando a força e a beleza das histórias que nascem aqui”, destacaram.

Foto: Rafael Santos

Realizado pela Menino Amarelo Filmes e produzido pela Palenque Filmes, com produção de David Aynan, Carranca (2026) é uma das obras que eternizam a memória da cidade. Se antes o cineasta Leon Hirszman destacava a zona rural de FSA, entre os anos de 1974 e 1976, Carranca mergulha do interior do personagem ao exterior de uma nova Princesa do Sertão, contemplada através da fotografia sensível.

Fotografia essa que é assinada por Edvaldo Raw, com montagem de Rudyally Kony, direção de arte de Marcelo Magalhães e som assinado por Léo Rocha. Em cena, o ator Tom Nascimento divide a telinha com Karina de Faria, Rose Irene Visitação e Dailton Mota.

“Nosso agradecimento especial vai para a equipe, os parceiros, os colaboradores e a calorosa comunidade de Feira de Santana. Com cada gesto e cada apoio, vocês ajudaram a transformar este sonho em realidade. Obrigado por fazerem parte dessa conquista!”, afirmou Daniel Sal nas redes sociais.

Foto da capa: Divulgação

Por Cristiano Sales,
jornalista e escritor.

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