“Adeus minha amada. Eu vou pra feira de Sant’ana”, conheça a homenagem de Luiz Gonzaga à Princesa do Sertão

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Foto: Reprodução

Você sabia que o eterno ‘Gonzagão‘ carrega o título de Cidadão Feirense? Mesmo sendo natural de terras pernambucanas, a voz que eternizou o sertão nordestino recebe, ainda hoje, as honrarias da cidade de Feira de Santana, desde nomes de ruas (R. Luiz Gonzaga, no bairro do Tomba) à missa “in memoriam” do cantor.

A tradição sacra, por exemplo, movimenta a cidade há 36 anos – desde o falecimento de Luiz Gonzaga, em 2 de agosto de 1989. As raízes por trás do carinho e admiração feirense, no entanto, atravessam uma jornada mítica, para além da identidade e do orgulho sertanejo que o Rei inspira nas “terras onde passou”.

Foto: Danielly Cerqueira

No período que anuncia a chegada do São João em Feira, é impossível a playlist não trazer os clássicos do baião, do xote e do forró, na autoria de Luiz Gonzaga, para dentro das festas. Ao procurar pelas faixas, quem é de Feira pode se deparar com uma singela homenagem do artista à Princesinha do Sertão: a faixa “Feira do Gado”.

“Mundo novo Adeus. Adeus minha amada. Eu vou pra feira de Sant’ana. Eu vou vender minha boiada. Ê boiada, ê boiadão”, canta Gonzagão.

Ao lado do Trio Irakitan e Zé Dantas, a faixa remonta à Era de Ouro das rádios, onde Feira era tomada pelo imaginário sertanejo da ‘Terra das Boiadas’. O título acompanhou a cidade durante o fluxo de boiadas em direção ao território de Cachoeira, na voz do Rei do Baião: Isso aqui é gado de feira de Sant’ana, meu fí. Pra onde é que vai com esse gado?”. Confira abaixo a faixa na íntegra:

A histórica faixa foi regravada, posteriormente, ao lado de Fagner – no mesmo ano em que Luiz Gonzaga recebeu o título de Cidadão Feirense (1984). No entanto, conta a tradição entre os feirenses mais antigos que, muito antes de receber o título formal de cidadão, Gonzagão já batia ponto na cidade de forma quase espontânea, entre os anos 50 e 60.

Até o patrimônio cultural teve influência de Luiz Gonzaga. Um dos exemplos mais emblemáticos é a sanfona branca utilizada pelo Rei do Baião em suas apresentações, que posteriormente se tornou um presente e memória afetiva do músico Baio do Acordeon – ‘Cidadão Feirense’ contemplado em 2023 pelo município.

Foto: Reprodução

Com tantas histórias ditas e não ditas, quando o mês de junho se aproxima e os distritos de Feira, como Maria Quitéria (São José) e Tiquaruçu, acendem as fogueiras, o espírito de Gonzagão volta a inundar a Princesa do Sertão. Nos alto-falantes das praças, nos palcos dos festejos ou nas rodas de sanfoneiros que mantêm viva a tradição nordestina, a voz do Rei do Baião segue conduzindo a trilha sonora das celebrações.

Em meio a temporada junina, Gonzagão permanece como um filho adotivo da Princesinha do Sertão, daqueles que o tempo não leva e que o São João faz questão de lembrar, ano após ano.

Foto da capa: Reprodução

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Não perca nenhuma notícia importante. Inscreva-se na nossa newsletter.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *