Feira de Santana vive uma transformação silenciosa em sua cena noturna. Se por muito tempo o bar esteve associado principalmente à cerveja gelada, aos petiscos e à música, hoje a experiência também passa pelo balcão, pela apresentação do copo e pela criatividade de quem está por trás da coqueteleira. A mixologia, o estudo e a criação de coquetéis, começa a ganhar espaço na cidade e acompanha uma tendência que já movimenta grandes centros gastronômicos do país. Mais do que preparar uma bebida, a proposta é criar uma experiência.
Um dos exemplos mais emblemáticos desse movimento é a ‘Tchim-Tchim Coquetelaria de Origem’, que chegou à Feira com uma proposta voltada à coquetelaria autoral e à valorização de ingredientes regionais. A casa é comandada pela mixologista feirense Heloísa Carli e trabalha com clássicos, releituras e criações próprias.
A nova geração de bares aposta em uma lógica diferente. O cliente não procura apenas uma bebida alcoólica, mas uma combinação entre sabor, ambiente, apresentação e narrativa. Nesse cenário, ingredientes brasileiros ganham protagonismo. Frutas, ervas, especiarias, cachaças, licores artesanais e elementos da gastronomia regional ganham espaço nos balcões.
Entre os endereços que ajudam a compor o roteiro de bares de Feira está o ‘Cortiço Drinks’, nos Capuchinhos, endereço que combina proposta de bar e ampla carta de bebidas. Para uma experiência mais sofisticada, o ‘Seen Feira – Restaurante & Bar’, instalado no NH Feira de Santana, apresenta uma perspectiva diferente da noite: a bebida acompanha gastronomia, arquitetura e uma vista privilegiada da cidade.
Consumidores que procuram um ambiente mais descontraído encontram opções como o ‘Duc Nosso Bar’, na Santa Mônica, e o ‘The pub’, na região da Fraga Maia, dois endereços que integram o circuito de bares modernos da cidade. A cena também passa por espaços como o ‘Bar e Cervejaria Santo Antônio’, nos Capuchinhos, e o ‘Aragas Music Bar’, na Av. Fraga Maia.
A melhor escolha depende do perfil de quem está à mesa. Para quem gosta de sabores cítricos e refrescantes, coquetéis com limão, maracujá, frutas tropicais e ervas costumam ser boas opções. Quem prefere bebidas mais intensas pode apostar em receitas à base de whisky, rum ou vermute.
Já para quem prefere começar pelos clássicos, opções como Negroni, Old Fashioned, Daiquiri, Fitzgerald e diferentes versões de Sour continuam sendo portas de entrada para o universo da coquetelaria. Já para quem deseja uma experiência mais autoral, a dica é perguntar ao bartender quais são as criações da casa e quais ingredientes estão em destaque.
No fim, a mixologia autoral representa uma mudança importante na forma como Feira de Santana vive seus bares. O drink deixa de ser apenas acompanhamento e passa a ocupar o centro da experiência, aproximando gastronomia, criatividade e identidade.
Foto – Divulgação/Tchim Tchim Coquetelaria

















