Expoentes da literatura feirense, conheça as obras de Matheus Rocha, Nívia Vasconcellos e Maria Luiza Maia

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Foto: Divulgação

Ariano Suassuna, romancista e autor de O Auto da Compadecida, disse uma vez: “quem gosta de ler, não morre só”. Nas artes literárias, Feira de Santana nunca deixou a desejar. Esqueça autores estrangeiros como Dan Brown (O Código da Vinci) ou Claire North (As Primeiras Quinze Vidas de Harry August), a cena literária feirense conquistou seus fãs através de nomes da própria região, como Eurico Alves, Fernando Ramos e Franklin Maxado.

As gerações mais novas da Princesinha do Sertão cresceram, não à toa, com títulos como Fidalgos e Vaqueiros’, na odisseia sertaneja de Eurico Alves, até o popular conto d‘O Lobisomem de Feira de Santana’, de Fernando Ramos, encabeçando a estante literária e o imaginário urbano da cidade. No território da poesia, o Hino à Feira, ode ao município escrito pela poetisa Georgina de Melo Erismann, continua a encantar e encorajar toda uma geração de patriotas.

A partir dessas e outras inspirações, a literatura feirense segue com um repertório que mescla literatura de cordel, imaginário urbano, o “cosmos” sertanejo e a poesia. Quem não deixa o hábito da leitura de lado, vai se encantar com nomes contemporâneos como Maria Luiza Maia, Nívia Maria Vasconcellos e Matheus Rocha. Confira abaixo três recomendações de obras (e escritores) feirenses do Portal CONTORNO:

Todos os Nós — Maria Luiza Maia (@mlmchd)

Fotos: Arquivo Pessoal/Divulgação

Em minha dedicatória pessoal, está escrito “por Todos os Nós que a poesia é capaz de desatar”. A assinatura de Maria Luiza Maia, em ‘Todos os Nós’ (2019), publicado pela Editora Penalux, é de uma originalidade que apenas uma costura feita à mão é capaz de entregar. A costura de palavras perfura e remenda na medida em que as palavras ecoam pelas 68 páginas da coletânea, em um grito silencioso dos “corpos que falam”. Baiana de 1995, nascida em Feira de Santana, Maria Luiza Maia também é autora de ‘Alguams Histórias Sobre a Falta’ (2018).

Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto — Matheus Rocha (@matheusrocha)

Fotos: Arquivo Pessoal

Como o próprio escritor feirense Matheus Rocha disse, “o sétimo filho cresceu” e agora o best-seller ‘Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto’ (2026), publicado pela Editora Intrínseca, nos convida a refletir sobre a jornada agridoce que é a vida adulta. A tão sonhada independência dos pais pode ser facilmente corrompida pelo tédio da declaração do Imposto de Renda e outras infinitas nuances que, afinal, ninguém nos ensina. É justamente dessa montanha-russa de angústias e aprendizados que Matheus trilha um caminho junto ao leitor rumo ao porto seguro de ‘achievements 30+’, ora doce como brigadeiro, ora amargo como o cacau. Baiano de 1991, nascido em Feira de Santana, Matheus Rocha também é autor de ‘No Meio do Caminho Tinha Um Amor‘ (2016).

A Paixão dos Suicidas — Nívia Maria Vasconcellos (@niviamvasconcellos)

Fotos: Divulgação

Entre maços de Carlton, Dunhill e Marlboro, as primeiras páginas de‘A Paixão dos Suicidas’ (2019) remetem a uma escolha pitoresca de cigarros, que, aos poucos, vai dando forma às vidas cruzadas de Conrado, Laura, Beatriz e Maria Eduarda personagens centrais da trama. A novela, que ganhou o Selo João Ubaldo Ribeiro Ano II, na categoria livre (Fundação Gregório de Matos-SSA), leva o leitor por desencontros e procuras através de 163 páginas pela “paixão dos suicidas que se matam sem explicação”, como descrito porManuel Bandeira, em ‘O Último Poema’. Nascida em Feira de Santana, Nívia Maria Vasconcellos também é autora de ‘Invisibilidade‘.

Por Cristiano Sales.

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